No dia 28/06 é necessário relembrarmos a luta das pessoas LGBTQI+ por liberdade, respeito e direitos! Foi nesse dia, em 1969, que bichas, sapatões, drag queens e travestis se rebelaram contra as frequentes violências policiais aos seus locais de lazer, em Nova York. A Rebelião de Stonewall, como ficou conhecida, deu início às Paradas do Orgulho LGBTQI+, que são um momento de demonstração de força, luta por direitos e, claro, vivência de nossos afetos e da nossa cultura. Hoje, a pauta LGBTQI+ é amplamente explorada pelo mercado. Se isso serve para naturalizar a diversidade sexual entre os meios que podem acessar os produtos “friendly”, também serve para reforçar a lógica do consumo em detrimento da do direito. Serve, ainda, para despolitizar nossas pautas, em especial para a ampla camada de LGBTQI+ pobres, negros e trans, que não acessou os direitos civis recentemente conquistados via Judiciário. É importante que comemoremos e vivamos as delícias de ser quem somos e de amar como amamos, mas sem se esquecer de quem não foi “incluído” pelo mercado pink e pelas pautas liberais. Sem SUS, SUAS e educação valorizadas, com o devido investimento e quantitativo profissional, não teremos um mundo sem LGBTQIfobia. Sem a destruição de um sistema baseado em exploração e ancorado sobre as opressões, não teremos dignidade para todes. É preciso que a gente se insira nas organizações da classe trabalhadora, rumo a superação do sistema capitalismo-patriarcal-racista. Texto: Lucci Laporta – Conselheira e presidente da Comissão de Ética e Direitos Humanos do CRESS-DF.